segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fuvest 2010: confira o resultado dos pedidos de isenção de taxa


Da Redação UOL Em São Paulo

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular da USP) divulgou nesta segunda-feira (24) o resultado dos pedidos de isenção total ou parcial de taxa do vestibular 2010. A relação contempla os candidatos que se inscreveram até 10 de agosto. Para saber se foi contemplado, o vestibulando deve digitar seu nº de CPF e sua senha.

Segundo a responsável pelas isenções, Marisa Luppi, o processo recebeu mais de 30 mil inscrições. Aqueles que se inscreveram posteriormente devem saber o resultado até sexta-feira (28).

Inscrições
As inscrições do vestibular vão de 28 de agosto a 11 de setembro, pela internet. A Fuvest seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo), para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. O manual da Fuvest 2010 já está disponível na web.

As provas específicas serão realizadas de 11 a 16 de outubro. A primeira fase será no dia 22 de novembro e a 2ª fase ocorre nos dias 3 a 5 de janeiro de 2010.

Em abril, a USP aprovou mudanças para o processo seletivo. O novo formato de vestibular manterá a primeira fase com 90 questões - mas as provas da segunda fase foram alteradas.

Além disso, a primeira fase não será contabilizada na pontuação final dos candidatos.

Outras informações podem ser obtidas no site da Fuvest (www.fuvest.br/index.htm).

Simpósio internacional debaterá exploração e abuso sexual de jovens

Entre 26 e 28 de agosto, Brasília sediará o 1º Simpósio Internacional Culturas e Práticas Não-Revitimizantes de Tomada de Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes em Processos Judiciais, com a presença de especialistas, profissionais, gestores e formuladores de políticas públicas da área da infância e da juventude, tanto do Brasil quanto da Argentina, Canadá, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Lituânia.

O evento é uma iniciativa da Childhood Brasil e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com parceria da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

O objetivo é analisar os métodos de tomada de depoimentos de crianças e adolescentes, propondo alternativas ao modelo atual, que leva à revitimização quando as vítimas têm de rememorar seu sofrimento no processo de produção de provas judiciais. O simpósio abrirá espaço para o relato de experiências nacionais e internacionais que reduzem o trauma das vítimas de exploração e abuso sexual.

Nos moldes tradicionais, a vítima é ouvida por mais de uma vez no processo, às vezes tendo que ficar frente a frente com o agressor, provocando um processo de revivência do trauma, que dificulta sua recuperação psicológica. No Simpósio serão realizadas sessões plenárias, oficinas e debates para discutir novos métodos de coleta de depoimento.

Depoimento sem medo

A realização deste simpósio integra o projeto da Childhood Brasil que teve início com a realização do estudo “Depoimento Sem Medo (?), uma Cartografia de Experiências Alternativas de Tomada de Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes, publicado em 2008.

Realizado pelo pesquisador Professor Dr. Benedito Rodrigues dos Santos, coordenador do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente da SEDH, e por Itamar Batista Gonçalves, coordenador de Programa da Childhood Brasil, este projeto ainda terá um livro de metodologias, um vídeo sobre culturas e práticas não-revitimizantes e um curso de capacitação para operadores do sistema de garantias do direito da criança e do adolescente no Brasil.

“Sujeitar uma criança ou adolescente vítima de violência sexual a contar várias vezes o que lhe aconteceu pode ser tão traumatizante quanto o ato em si”, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças, Leila Paiva. Em sua avaliação é necessário capacitar os profissionais que vão colher o depoimento e tornar esse momento mais humanizado e menos traumático.

Outro aspecto fundamental, destaca Itamar Gonçalves, “é que a dificuldade de obtenção de provas consistentes é parcialmente responsável pelos baixos índices de responsabilização de pessoas que cometem violência sexual contra crianças e adolescentes”.

Em algumas capitais já é desenvolvida a inquirição especial, cujo objetivo é evitar a traumatização das crianças e adolescentes. Em Porto Alegre há uma iniciativa pioneira da 2ª Vara da Infância e da Juventude que já está sendo difundida em vários Tribunais de Justiça, como de São Paulo, Goiânia, Rondônia e Acre. “A criança não fica na sala da audiência, mas em uma sala com brinquedos e aparelhos de áudio e vídeo, utilizados para transmitir para outro local tudo o que está acontecendo. A inquirição é conduzida por um psicólogo ou assistente social treinado”, explica Leila.

A intenção é de que as reflexões realizadas durante o 1º Simpósio Internacional ofereçam subsídios para a revisão do Projeto de Lei 4.126 de 2004 que tramita no Senado Federal (PLC 35/2007), e trata das disposições especiais sobre depoimentos de testemunhas e produção antecipada de prova nos crimes.

Fonte: Andi

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fuvest amplia prazo para pedido de isenção e redução da taxa

Novo prazo de inscrição se encerra no dia 21 de agosto, sexta-feira, às 16h

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) reabriu o processo de isenção e redução de taxa do vestibular 2010. O novo prazo de inscrição se encerra no dia 21, às 16 horas.

A ampliação do calendário permitirá que os estudantes tenham mais informações a respeito dos procedimentos com o início do segundo semestre letivo em suas escolas, adiado por decisão da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. A divulgação do resultado será feita à medida que a Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) da USP for concluindo a análise dos documentos encaminhados pelos candidatos.

Para quem quem fez a solicitação de isenção ou redução da taxa de inscrição até o dia 10 de agosto, a lista com o resultado será disponibilizada no dia 23 no site da Fuvest.

Fonte: Fuvest

domingo, 9 de agosto de 2009

Confira o calendário de inscrições para alguns vestibulares 2010

USP, Unicamp e UFMG recebem inscrições já em agosto

Agosto é um mês decisivo para os vestibulandos. Primeiro, porque acontecem os processos seletivos do segundo semestre, que são uma opção para os estudantes conquistarem uma vaga na faculdade já que a concorrência é menor. Além disso, algumas das principais universidades brasileiras abrem a temporada de inscrições para o vestibular de fim de ano. Isso significa que, para muitos, o prazo para escolher o curso certo está cada vez mais apertado, mas ainda dá tempo para dar uma olhada no guia de profissões e saber qual combina mais com você.

Confira as datas de inscrição para alguns vestibulares:

Anhanguera – Prova agendada
Inscrições: até 17/08
Taxa de inscrição: R$ 25
Mais informações: 0800-9414444 ou no site www.vestibulares.br

Anhembi
Inscrições: até 14/08
Vestibular: 15/08
Taxa de inscrição: R$ 75,00
Mais informações: 0800 015 9020 ou no site http://portal.anhembi.br/

Estácio UniRadial - Prova agendada
Inscrições: até 4/09
Taxa de inscrição: gratuita
Mais informações: 0800-2823231 ou no site http://www.estaciouniradial.edu.br/

Faculdade Getúlio Vargas (São Paulo)
Inscrições: até 28/09
Prova: depende do curso
Taxa: até 13/09 às 18h, a taxa é de R$75. Depois, passa para R$ 150
Mais informações: 0800-7700423 ou no site www.fgv.br/vestibulares

Fuvest
Inscrições: de 28/08 a 11/09
Taxa de inscrição: R$ 100
Vestibular: nov. e jan.
Mais informações: (11)3093-2300 ou no site http://www.fuvest.br/

Metodista (turismo a distância) – prova agendada
Inscrições: até 12/08
Taxa de inscrição: R$ 42
Mais informações: (11) 4366-5000 ou 0800-7706386 ou no site www.metodista.com.br/vestibular

PUC-SP 2010
Inscrições: entre 19/10 e 24/11
Vestibular: 29/11
Taxa de inscrição: a definir
Mais informações: (11) 3670-3344 ou no site http://www.vestibular.pucsp.br/index.html

UERJ (2º Exame de Qualificação)
Inscrições: até 9/08
Vestibular: em 13/09
Taxa de inscrição: R$ 41,00
Mais informações: 2334-0669/2334-0543/2334-0275 ou no site http://www.vestibular.uerj.br/portal_vestibular_uerj/index_portal.php

UFMG
Inscrições: de 12/08 a 8/09
Vestibular: 22/nov (1ª fase)
Taxa: R$ 130
Mais informações: (31) 3409-4408 ou no site www.ufmg.br/copeve

UFRN
Inscrições: até 30/8
Vestibular: entre 22 e 24/11
Taxa de inscrição: R$ 100
Mais informações: (84) 3211-9202 ou no site http://www.comperve.ufrn.br/

UFSCAR
Inscrições: ente 1º e 30/09
Vestibular: dias 13 e 14 de dezembro
Taxa de inscrição: R$75,00
Mais informações: (11) 3874-6300 ou no site www.vunesp.com.br

UNESP
Inscrições: de 8/09 a 2/10
Vestibular: dias 21, 22 e 23/10 (1ª fase)
Taxa de inscrição: não definida
Mais informações: (11) 3874-6300 ou no site www.vunesp.br

Unicamp
Inscrições: de 13/08 a 6/09
Vestibular: 15/12
Taxa de inscrição: R$ 115
Mais informações: (19) 3521-7932 ou no site http://www.comvest.unicamp.br/

UNIFESP
Inscrições: entre 1º/09 até 30/09
Taxa de inscrição: não disponível
Mais informações: (11) 5576-4244 ou no site http://www.unifesp.br/prograd/vestibular/portal/

Unifieo – Prova agendada
Inscrições: até 14/8
Taxa de inscrição: R$20
Mais informações: 0800-17167 ou no site www.unifieo.br

Unip
Inscrições: podem ser feitas até 24 horas antes da prova
Vestibular: nos dias 8/08, 15/08, 22/08 ou 29/08
Taxa de inscrição: R$ 40,00
Mais informações: 0800 010 9000 ou no site www.unip.br

Fonte: Site Uol Vestibulares ( http://guiadoestudante.abril.uol.com.br/vestibular/noticias/confira-calendario-inscricoes-vestibulares-2010-490510.shtml)

Conjuve realiza campanha pela aprovação definitiva da PEC da Juventude




(Direto do site da Secretaria Nacional de Juventude)
por Catherine Fátima Alves última modificação 12/05/2009 14:36

Depois de ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, a PEC da Juventude (042/2008) irá em breve ao plenário do Senado Federal. A Proposta regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais da juventude brasileira, inserindo o termo “jovem” no Capítulo VII da Constituição Federal, que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais, a exemplo do que já ocorre com as crianças, adolescentes e idosos.



A aprovação da PEC, além de uma antiga reivindicação dos movimentos juvenis e de outros setores da sociedade civil, é também uma das mais importantes bandeiras da 1ª Conferência Nacional de Juventude - que mobilizou 400 mil pessoas em todo o país, com a participação de mil municípios. Segundo o presidente do Conjuve, David Barros “após a vitória na Câmara, onde a PEC foi aprovada por 382 votos favoráveis e nenhum voto contrário, o Conjuve agora trabalha para que este amplo apoio se repita no Senado”.



Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE indicam que, em 2006, o Brasil possuía 50,5 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 29 anos, o que corresponde a 28% de toda a população do país. O peso numérico e o fato de que suas condições sociais têm impacto no presente e no futuro do país já justificariam a criação de políticas públicas específicas para esse segmento populacional.



Para a Organização das Nações Unidas - ONU, a implementação de uma política nacional de juventude é um compromisso de seus Estados Membros desde 1981, quando se adotou o Programa Mundial de Ação para a Juventude - PMAJ que reconhece o potencial dos jovens e a importância desse segmento nos projetos de desenvolvimento de qualquer país.



No Brasil, em virtude do amplo diálogo que vem sendo mantido entre governo, parlamento e movimentos sociais, muitos avanços já foram obtidos. A criação da Secretaria e do Conselho Nacional de Juventude, a implementação de programas como o Projovem e o Prouni, e a regulamentação da Lei do Estágio são exemplo de iniciativas que passaram pelo Congresso Nacional nos últimos anos.



Por outro lado é visível o crescimento de espaços institucionais de juventude nos estados e municípios. Hoje, o país conta com 22 gestores estaduais e cerca de 700 gestores municipais de juventude. Mesmo distante do ideal, estes números indicam que o tema começa efetivamente a ocupar espaço na agenda das políticas públicas.


A campanha “PEC da Juventude: O Brasil precisa, a Juventude quer!”

O objetivo da campanha é a aprovação da PEC 42/2008 no Senado Federal, de forma definitiva e sem emendas, para que não seja necessário seu retorno à Câmara dos Deputados. Assim, o Conselho Nacional de Juventude, através da Comissão de Acompanhamento ao Parlamento, os gestores estaduais e os conselhos estaduais e municipais de juventude, além dos conselheiros e conselheiras nacionais de juventude, dialogarão com cada um dos 81 senadores e senadoras, solicitando prioridade na votação da PEC, tanto em seus gabinetes quanto em seus estados de origem.



Para isso, o Conjuve preparou um Caderno Informativo e outros subsídios sobre a PEC da Juventude. Clique aqui para conhecer e baixar os materiais da Campanha.



Além do material, o Conselho já solicitou audiência com o Senador José Sarney, presidente do Senado, e retomou o contato com todas as juventudes partidárias que assinaram o Pacto pela Juventude, para que estas reforcem o pleito junto aos seus parlamentares. Por fim, convocará um dia de mobilização em que diversas lideranças estarão no Senado Federal reforçando a importância da aprovação da PEC 42/2008.



Você também pode contribuir para a aprovação da PEC da Juventude. Entre em contato com o senador do seu estado e divulgue as informações sobre a PEC. Para obter o contato dos senadores e senadoras de cada estado, acesse: www.senado.gov.br/senadores

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fuvest divulga manual; inscrições começarão em 28 de agosto



(Fonte: Redação Terra )

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP), Academia do Barro Branco e Faculdade de Medicina da Santa Casa, divulgou nesta segunda-feira o Manual do Candidato para o vestibular 2010. As inscrições para as provas começarão em 28 de agosto e irão até 11 de setembro, exclusivamente, pela internet, no site da instituição. Veja aqui o manual.

A taxa de inscrição, no valor de R$ 100,00, poderá ser paga, usando o boleto gerado até 11 de setembro, em bancos ou pela internet, até a data limite de 14 de setembro. Os locais de prova da primeira fase serão divulgados no dia 16 de novembro.

O exame acontecerá no dia 22 de novembro. No dia 14 de dezembro será feita a divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da segunda fase que serão realizados de 03 a 05 de janeiro de 2010.

A divulgação da primeira chamada será feita no dia 04 de fevereiro com matrícula nos dias 08 e 09 de fevereiro.

Outras informações podem ser obtidas no endereço www.fuvest.br .

As informações sobre este processo foram divulgadas pela faculdade ou instituto responsável pelo exame. Nem sempre as alterações no processo são informadas ao Terra Vestibular. Em caso de dúvidas, consulte diretamente o site da instituição ou entre em contato com a coordenação do seu núcleo Educafro. Vamos à Luta!!!!!!!

Coorenação Educafro Valongo

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar têm preconceito contra homossexuais

Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia.

O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país.

“A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio”, destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abromovay.

Um estudo coordenado por ela e divulgado este ano indica que nas escolas públicas do Distrito Federal 44% dos estudantes do sexo masculino afirmaram não gostariam de estudar com homossexuais. Entre as meninas, o índice é de 14%. A socióloga acredita que o problema não ocorre apenas no DF, mas se repete em todo o país.

“Isso significa que existe uma forma única de se enxergar a sexualidade e ela é heterossexual. Um outro tipo de comportamento não é admitido na sociedade e consequentemente não é aceito no ambiente escolar. Mas a escola deveria ser um lugar de diversidade, ela teria que combater em vez de aceitar e reproduzir”, defende.

A coordenadora-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação (MEC), Rosiléa Wille, também avalia que a escola não sabe lidar com as diferenças. “Você tem que estar dentro de um padrão de normalidade e, quando o aluno foge disso, não é bem-compreendido naquele espaço.”

Desde 2005 o MEC vem implementando várias ações contra esse tipo de preconceito, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático específico e formar professores para trabalhar com a temática, já que seu despreparo é apontado como potencializador do problema.

Na avaliação da coordenadora-geral de Diretos Humanos do MEC, Rosiléa Wille, o professor reproduz comportamentos discriminatórios porque não foi educado para a diversidade. Ela defende que, além de capacitar quem já leciona, é necessário modificar a formação inicial desses profissionais.

De acordo com o MEC, desde 2005 cerca de 20 mil docentes participaram de cursos de formação sobre a temática. “Você tem uma forma de interferir no cotidiano da escola por meio do professor, que é um ator fundamental dentro do processo educacional”, avalia Rosiléa.

A religião de professores ou da equipe pedagógica da escola também costuma interferir no tratamento dispensado a alunos homossexuais. O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, diz que muitos educadores levam para a escola “seus conceitos religiosos e fundamentalistas”. Ele defende que uma capacitação para a educação sexual, em seu sentido mais amplo, facilitaria a compreensão.

A psicóloga especialista em sexualidade da Universidade Católica de Brasília (UCB) Claudiene Santos, que trabalha com formação de professores para a temática da diversidade sexual, diz que os resultados dos cursos são muitos positivos. Alguns abandonam a capacitação porque têm dificuldade de lidar com o tema.

Desinformação

“Muitos profissionais de educação ainda acham que a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada e encaminham o aluno para um psicólogo. Por isso nós temos pressionado os governos nas esferas federal, estadual e municipal para que criem ações de combate ao preconceito”, explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.

As piadas preconceituosas, os cochichos nos corredores, as exclusões em atividades escolares e até mesmo as agressões físicas contra alunos homossexuais têm impacto direto na autoestima e no rendimento escolar desses jovens. Em casos extremos, os estudantes preferem interromper os estudos.

“Esse aluno desenvolve um ódio pela escola. Para quem sofre violência, independentemente do tipo, aquele espaço vira um inferno. Imagina ir todo dia a um lugar onde você vai ser violentado, xingado. Quem é violentado não aprende”, alerta o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA).

Especialistas acreditam que, para combater a homofobia, a escola precisa encarar o desafio em parceria com o Poder Público. “A escola precisa sair da lei do silêncio. Todos os municípios e estados precisam destampar a panela de pressão, fazer um diagnóstico para poder elaborar suas políticas públicas”, recomenda Miriam Abromovay.

Para Rosiléa Wille, o enfrentamento do preconceito não depende apenas da escola, mas deve ser um esforço de toda a sociedade. “A gente está tendo a coragem de se olhar e ver onde estão as nossas fragilidades, perceber que a forma como se tem agido na escola reforça a rejeição ao outro. Temos uma responsabilidade e um compromisso porque estamos formando nossas crianças e adolescentes. Mas o Legislativo, o Judiciário, a mídia, todas as instâncias da sociedade deveriam se olhar também.”

Fonte: Agência Brasil